Escritório de Advocacia
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História

 

  • O Dr. Odilon de Andrade após o segundo mandato como deputado federal por Minas Gerais, resolveu dedicar-se à advocacia e ao magistério. Primeiro foi advogar com o Dr. Rodolfo Macedo e depois resolveu abrir seu próprio escritório. Contava na época 55 anos. Naquela ocasião dois de seus filhos já estudavam Direito e ele pretendia que seguissem na profissão e o acompanhassem na nova empreitada. O seu filho Luis Antonio de Andrade se formou em 1932 e foi trabalhar com ele. Depois, o seu outro filho, Brenno de Andrade, também se formou em 1936 e foi, igualmente, para o escritório. Naquela época, no entanto, a profissão não era ainda muito rentável, de modo que era comum os advogados terem outras vinculações profissionais cumulativas. O Dr. Odilon de Andrade dirigiu por um período o Instituto Mineiro de Defesa do Café e exerceu o magistério até 1961, ocupando a cadeira de Direito Judiciário Civil na Faculdade Nacional de Direito e depois na Faculdade de Direito do Distrito Federal  que veio a se transformar na Faculdade de Direito do Estado da Guanabara em 1960, em virtude da mudança da Capital para Brasília. Integrou o escritório até seu falecimento em 08 de dezembro de 1963, data coincidente com o Dia da Justiça. O Dr. Luis Antonio de Andrade foi procurador do INIC e advogado da Light. Foi também presidente da OAB, Seção do Rio de Janeiro. Deixou o escritório em 1965 para exercer o cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Guanabara na vaga do quinto Constitucional. Veio a ser Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na época da fusão, no biênio 1975/77 e se aposentou em 1978. Retornou a advocacia dois anos depois, após o cumprimento do período de desincompatibilização com o cargo da magistratura. Advogou até mais ou menos um ano antes de seu falecimento em 1993. O Dr. Brenno de Andrade, além de sua atuação no escritório, trabalhava também no I.M.C.; foi Vice-Presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, Conselheiro da OAB/RJ por várias vezes, conselheiro federal da OAB, Juiz do Tribunal Eleitoral em dois biênios, ambas nas vagas destinadas aos advogados; foi, ainda, Presidente do Clube dos Advogados por muitos anos e é o integrante mais antigo do escritório, pois até hoje, com 101 anos, ainda comparece quase todos os dias.
    Com o passar dos anos outros advogados foram se incorporando ao escritório. Nos idos de 1940/1970 vários advogados se alternaram e se sucederam. O Dr. Durval Figueiredo que tinha uma tradição anterior em tabelionato ingressou no escritório e passou a responder pela elaboração de escrituras, dada a sua familiaridade com a matéria e em face de ter uma redação excepcionalmente precisa para a elaboração de contratos. Em outro momento, quando o Dr. Tancredo Neves passou a ser Ministro da Justiça nos idos de 1950, mais um membro da família veio de São João Del Rey para se estabelecer no Rio de Janeiro. Trata-se do Dr. Belisário Leite de Andrade Neto que veio ocupar o cargo de Diretor da Divisão de Justiça do Ministério da Justiça e Negócios Interiores, como era a designação daquele Ministério na época. O Dr. Belisário depois passou tambem a advogar no escritório, já que suas atividades não eram incompatíveis com o exercício da advocacia. O Dr. Belisário permaneceu até 1976 quando veio a ser nomeado Conselheiro de Contas dos Municípios do Rio de Janeiro, cargo que o incompatibilizou com o exercício da advocacia. Nos anos 60 viriam integrar o escritório também o Dr. Ivo Horta de Araujo que tinha vínculo de parentesco com a família e era também dos quadros do Conselho Nacional do Petróleo; os Drs. Hélio Augusto Romano, Leopoldo José de Melo Vaz e Paulo de Barros, também fizeram parte por algum tempo, sendo que o Dr. Paulo deixou o escritório por ter sido nomeado, por concurso, ao cargo de Delegado de Polícia. O neto, Roberto Mendonça de Andrade, também teve uma breve passagem, pois logo passou no concurso para o Ministério Público. No curso também dos anos 60 vieram, quase que concomitantemente, os Drs. Nilton Machado Barbosa e Léo Castro Neves que aqui advogaram por muito mais tempo. O primeiro logo foi aprovado no 1º Concurso Público realizado pelo então novo Estado da Guanabara para Procurador do Estado. O Dr. Nilton permaneceu muitos anos no escritório, afastando-se apenas em 1999. O segundo era genro do Dr. Luis Antonio de Andrade e itrabalhou também muitos anos. Ele integrava, cumulativamente, o departamento jurídico da Light. Infelizmente faleceu precocimente em 1979. Em 1963 a neta do Prof. Odilon de Andrade e filha do Dr. Brenno de Andrade, Vera Lucia de Andrade Torres, ainda acadêmica da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica, passou a integrar o escritório, onde permanece até hoje, sempre com dedicação exclusiva. Nesta mesma época, ingressou também o Dr. Marcus Tullius Alves que trabalhou por aproximadamente cinco anos  e posteriormente ingressou na magistratura, onde chegou a Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em 1965, ainda como estudante de Direito, veio trabalhar o Dr. Brenno de Andrade Filho, também neto do fundador do escritório. Em 1969 se formou em Direito pela Faculdade de Direito do Estado da Guanabara e passou a membro efetivo, onde permanece até hoje. Exerceu durante a sua permanência no escritório também outras atividades, como a de Assessor Jurídico Chefe da Loterj, no Governo da fusão, no período 75/79 e foi advogado da Light de 1984 a 1996, onde chefiou a Divisão Cível, o Departamento de Contratos e o Departamento Jurídico. Atualmente permanece trabalhando no escritório com dedicação exclusiva. No ano de 1970 ingressou o Dr. Ernesto Gurgel do Amaral Valente que trabalhou por dois anos, saindo, entretanto, para assumir um cargo de assessor Jurídico no Ministério das Relações Exteriores em Brasília.  Em 1975 ingressou o Dr. José Eduardo Barbosa Santos Neves que na ocasião já era Procurador do Estado do Rio de Janeiro. Ele permaneceu até 1987 quando teve que se ausentar para assumir o cargo de Procurador Geral do Estado do Rio de Janeiro no Governo Moreira Franco. Posteriormente, retornou, mas tendo passado em concurso público para Juiz Federal em São Paulo deixou definitivamente o escritório pouco tempo depois. Quase concomitantemente com o Dr. José Eduardo veio juntar-se ao grupo em 1976 o Dr. Castruz Coutinho, também Procurador do Estado do Rio de Janeiro. O Dr. Castruz advogou aqui por vários anos, mas após aposentar-se na Procuradoria do Estado também fez novo concurso para a Procuradoria da Fazenda Nacional e teve que deixar o escritório em 1993, por ser essa atividade incompatível com a advocacia. Com a morte do Dr. Léo Castro Neves em 1979 veio para o seu lugar o Dr. José Guilherme Canedo de Magalhães. O Dr. José Guilherme foi por muito tempo Asssistente Jurídico do Ministério de Educação e Cultura e depois pertenceu ao quadro da Advocacia Geral da União. Hoje, já aposentado no funcionalismo público, permanece aqui com dedicação exclusiva. Outro neto do Prof. Odilon de Andrade veio para o escritório em 1983. Trata-se do Dr. André Gustavo Corrêa de Andrade, filho caçula do Dr. Luis Antonio de Andrade. O Dr. André se afastou em 1986 por ter passado no concurso público para Promotor do Estado do Rio de Janeiro. Posteriormente fez concurso para a magistratura e hoje já é Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Depois chegou, como estagiário, o Dr. Luiz Fernando Fraga. Permaneceu por um período e hoje é sócio de um grande escritório de advocacia. No final dos anos 80 veio a Dra. Aline Mesquita Laranja, que permaneceu por algum tempo e hoje reside em Nova York. Foi substituída, em seguida, pela Dra. Geny Guedes de Queiroz. A Dra. Geny permaneceu até 1993, quando saiu para ingressar no Departamento Jurídico da Amil, onde até hoje se encontra. Posteriormente veio o  Dr. Seleu de Andrade Paiva que trabalhou aqui por aproximadamente dois anos, se afastando para integrar um outro grande escritório de advocacia. Para o seu lugar veio a Dra. Fernanda Passareli Alves, filha do Dr. Marcus Tullius Alves que já havia integrado o escritório nos idos de 1960. Ela também permaneceu uns dois anos até se afastar para exercer um cargo de advogada na cidade de Salvador, na Bahia, para onde se transferira por casamento. Por fim, em 1998 veio para o escritório o jovem advogado e recém formado André Macedo Nascimento que teve toda a sua formação e aprendizado na profissão desenvolvido aqui e permanece até hoje, agora como profissional experiente e gabaritado. O escritório desde então não sofreu mais modificações em sua composição.


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